A terapia do cemitério

IMG_2378Você já teve que andar por 30 minutos subindo e descendo morro em uma temperatura de -10°C? Eu já, e faço isso quase todos os dias. Como alguém que tem experiência no assunto eu vou descrever a experiência para você.

Aprimeira coisa que acontece quando você sai nesse frio é a dificuldade em respirar, no primeiro momento seu pulmão simplesmente não consegue, é como se não tivesse ar para respirar. Depois de uns 10 segundos e umas tossidas você consegue. Aí você começa a andar. Nesse momento você percebe de cara se tem alguma parte do seu corpo exposta. Se tiver uma frestinha entre o cachecol enrolado no rosto, se a touca não está cobrindo muito bem sua orelha, ou se a luva não é a ideal, você percebe na hora. Um frio congelante começa a invadir o seu corpo a partir dessas áreazinhas não muito bem protegidas. Depois que seus olhos lacrimejaram tanto que parece que você está chorando, eles finalmente se acostumam com o frio e param de te fazer chorar (se estiver ventando, esquece, você vai chorando até chegar no destino). Ao mesmo tempo que seus olhos estão lacrimejando, seu nariz começa a escorrer, é terrível, se você não tiver um lençinho, vai passar aperto. Até você se acostumar com isso tudo já se passaram 10 minutos, se durante esse tempo você estiver escutando uma música boa (John Mayer para mim), dá pra aguentar tranquilo.

Mas é aí que os problemas começam. À -10°C, não importa quão boa seja sua bota, e quantas meias você esteja usando, depois de 15 minutos à céu aberto, seus pés e mãos vão começar a queimar. Você não vai sentir frio nos pés e mãos (mas continua sentido frio no resto do corpo), mas eles vão queimar como se estivessem no fogo. Nessa hora você engole a dor e continua caminhando. Mas pelo menos para as mãos há algo que se possa fazer, eu geralmente tiro uma das luvas e coloco a mão gelada na cabeça dentro da touca, enroladinha nos meus cabelos. Deve ser bem estranho para as pessoas que veem uma mulher antando com a mão na cabeça, mas pelo menos minhas mãos estão quentinhas haha.

Na marca dos 20 minutos, você já tá quase pedindo pra sair. Suas extremidades queimam, seu nariz está escorrendo, seus olhos lacrimejando, no meu caso que tenho asma, eu já não estou conseguindo respirar bem… Nessa hora, o bicho pega. Depois de andar 20 minutos nessas temperaturas extremas, parece que seu corpo não aguenta mais. cada passo é dolorido e exautivo. Nesse momento me vem o choro.

Morar em Morgantown, WV e não ter um carro, significa ter que encarar isso todos os dias. Após ter andado 20 minutos, eu já estou longe o sificiente do campos mas não perto de casa o sufuciente ainda. Ninguém mais está andando perto de mim, eu já estou na área residencial, onde todos tem carro e não precisam andar para sair de casa. Ás vezes passa uma viatura da polícia e eu fico seriamente tentada a pedir uma carona. Mas o sentimento que mais me vem a mente é “que mundo injusto!” Todos passam por mim em seus carrinhos com aquecedores e ninguém se importa. Ninguém sabe como é difícil andar nessas temperaturas, niguém sabe que minhas mãos e meus pés doem, ninguém sabe que meu corpo está exausto de lutar contra o frio e eu sinto como se eu não conseguisse dar nem mais um passo… E ninguém liga. E nessa hora eu choro.

Choro pela dor que o frio causa, choro pela dor que a desigualdade causa. Pode parecer algo bobo, mas em uma cidade construída para carros, sem calçadas e sem um transporte público de qualidade, andar 2 milhas nessa temperatura me lembra como eu não tenho nada, nem um carrinho velho e baratinho que seja.

Nesse momento eu já estou andando por 25 minutos, só mais um pouquinho e eu já estou em casa. Só mais um morrinho, só preciso cruzar o cemitério. E cruzando o cemitério algo extraordinário sempre acontece. Eu percebo como a vida é bela.

snow in the graveyardQuando eu chego no campo aberto eu me lembro por que eu estou aqui. Todas aquelas lápides representam pessoas que não estão mais aqui, suas memórias são somente um nome em um pedaço de pedra. Isso me lembra do que eu não quero ser. Eu não quero ser aguém que vive uma vidinha focada em consumo e diversão, que trabalha a semana inteira pela sexta. Eu quero viver uma vida significante, eu quero deixar um legado nessa terra. E o caminho que eu escolhi para isso foi a Academia. Estudar no exterior é a realização de um grande sonho, e eu sempre soube que seria difícil.

Diante da grandiosidade dos meus sonhos e planos, passar frio e andar a pé se torna tão insignificante. Quem sou eu para reclamar? Eu estou aqui construindo meu futuro de significância, o que são 1h por dia na neve (30min para ir, e 30 min para voltar)?

Lá no cemitério, olhando para aqueles nomes, eu percebo quanto a minha vida é pequena diante da grandiosidade do mundo. Ali eu finalmente entendo que frio é suportável, e que o carro um dia vai vir.

Lá no cemitério a única coisa que importa é o sonho.

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Um dia na minha vida

Como parte de um projeto do Escritório de Educação e Vida do pós graduando (Office of Graduate Education and Life) de apreciação do aluno pós graduando participei de um vídeo mostrando a rotina de vários alunos pós graduandos. 

Esse é uma parte do vídeo mostrando a minha vida. Vocês podem ver que é bem corrida. 

O vídeo está em inglês, pode ser que eu legende um dia (se eu tiver tempo haha)

 

One Day in My life

This week, as a project for the Graduate Appreciate Week organized by the Office of Graduate Education and Life of West Virginia University, I participated of a video about a day in a Grad Student life.

I filmed a whole day and my was in the movie with the day of other students. It was very exciting to be able to share how life is with the world. I hope you don’t feel discouraged with the busyness of Grad School life.

This is the fragment of the video that contains my day. I hope you like it!

P.S. When I left my house it wasn’t 8:50, it was 7:50 haha.

Review Political Power and Women’s Representation and Latin America By Leslie A. Schwindt-Bayer

9780199731954Mais uma review de mais um livro em Comparative Politics.

 

Review

 

Political Power and Women’s Representation and Latin America

By Leslie A. Schwindt-Bayer

 

Barbara dos Santos

 

In this book Schwindt-Bayer research the “causes and consequences of the election of women in Latin America Legislatures” (p. 197). She theorizes that women formal, descriptive, and substantive representation are related to symbolic representation and that it is necessary studying all dimensions of representation in a complete picture to fully understand women’s representation in Latin America. This study presents many strengths and one capital weakness.

The main strength of the book is the explanation and application of Pitkin “Political Representation” theory in women’s representation in Latin America. Schwindt-Bayer uses this consolidated theory to support her argument that the four dimensions of political representation are interrelated and studying all four is the key to understand women’s representation in Latin America. Then she applies and test each one of the four dimensions showing how they are interrelated with each other, even reserving one whole chapter for descriptive and symbolic representation. Her theoretic foundation is very strong described in a beautiful way, making the reading an exciting exercise.

Another strength is the differentiation between attitudes (preferences) and behavior (legislation). Schwindt-Bayer brings a very good study of preferences and behavior of female and male legislators separately. This differentiation is very important as it brings a perspective, whether intentions are translated into action for men and women. In addition, this differentiation makes possible to explore the role of political marginalization of women because it demonstrates that many time women’s preferences are not translated into behavior.

Lastly, a very broad literature presented. Schwindt-Bayer cites more than 300 sources in very appropriated moments concerning specific topics. For a Latin America researcher this is possibly a great source of information as the author cites, perhaps, all relevant literature on the topic. Also the uses of quantitative and qualitative methodology is a mark of a very good study and research methodology.

The author differentiates various political settings in Latin American Countries. According to the author the countries vary in quota design and electoral context, these variations would influence directly women’s representation in each country. There are three dimensions of quota laws: size, placement mandate and strength. Also, there are four dimensions of electoral rules: whether the system is proportional or majoritarian, single member o larger districts, open or closed electoral lists and whether the system is party centered or personalistic (chapter 1). These variations make the study of representation largely complex because each state is different in its political composition and women’s representation would be different in each country. In this perspective, Schwindt-Bayer empirical test is fatal for the applicability of her study, especially with the structural approach applied by the author.

The empirical test is concentrated in only three countries and is not generalizable at all, even in Latin America. She uses the chapters 3, 4,5 and 6 to test empirically the hypothesis, but uses data only from Argentina, Colombia and Costa Rica. The author doesn’t even provide an explanation for the selection of these countries. The empirical test doesn’t account for the dimensions of quota laws and electoral context cited above. In the text she says briefly what is the quota laws and electoral context in the studied countries and in some others, however the book doesn’t take these variations into account when testing empirically the theory.

If Latin America has 18 democratic countries with variation in quota laws and electoral context the extent, causes and consequences of women’s representation in each country is different as the countries adopt different systems. A better approach would be grouping the Latin American countries according to the quota design and the electoral context. Then testing empirically the theory in at least one country of each group. This would make the importance of electoral and political structure evident and the results would be generalizable because it would show how different political settings determines women’s representation.

In sum Schwindt-Bayer presents a brilliant application of the “political representation” theory, but a weak empirical test that, in my opinion, destroy the generalizability of her study. Still the book is a worthy reading by its theory and the amount of information presented.

Minha gratidão

Hoje eu assisti um vídeo muito legal que se chama “Como o Ciência sem Fronteiras me ensinou gratidão” (O vídeo está aqui em baixo) e fiquei muito tocada porque me identifiquei muito com a história do André. 

Para quem não conhece minha história vou dar uma resumida. Eu sempre sonhei em estudar no exterior, mas como a maioria dos brasileiros, eu não tinha a mínima possibilidade re realizar esse sonho. Comecei a estudar inglês aos 16 anos pagando por mim mesma com o dinheiro que eu recebia do meu estágio na prefeitura de BH. Quando entrei na faculdade, como bolsista do PROUNI, eu descobri sobre a parceria que a minha universidade, Universidade de Vila Velha, tinha com a Universidade de West Virginia nos EUA. Vi nessa parceria a oportunidade de realizar meu sonho. Depois de muitas lutas e milagres eu embarquei em um programa de intercâmbio na WVU no meu último ano da faculdade. Eu fiquei simplesmente encantada com a educação universitária com a qual me deparei aqui nos EUA, era um sonho. Eu sempre amei conhecimento, mas infelizmente, ele foi privado de mim pelo simples fato de que eu não podia pagar. Quando voltei para o Brasil, depois de ter tomado um “banho” de conhecimento, eu não era mais a mesma, e eu queria mais daquilo. Eu queria entrar no mundo da produção de conhecimento, queria fazer pesquisa, e um dia ser uma professora universitária e inspirar meus alunos a buscarem um conhecimento que transforma a realidade. Decidi então fazer meu mestrado (e doutorado maybe?) nos EUA. Mas essa era uma outra luta, mais uma vez minha falta de grana era um empecilho, depois de lutar muito, orar muito e ter muita fé que Deus iria abrir as portas, aqui estou, de volta à WVU fazendo mestrado.

Mas o que eu realmente pensei ao assistir o vídeo é como isso não seria possível se (muitas) pessoas não tivessem acreditado no meu sonho e investido em mim. E em especial, eu penso na minha universidade, a UVV (que vai estar para sempre no meu coração S2) e em como todos acreditaram em mim e me apoiaram. Só para vocês terem uma ideia, quando eu estava me aplicando para o mestrado a UVV até enviou a minha aplicação para mim (em envelope timbrado!), sem falar nos esforços da Assossoria Internacional e da Reitoria em contactar a WVU para que eu conseguisse uma bolsa, e eu com certeza não conseguiria se não fosse por esse suporte.

Eu nasci em uma família pobre, com certeza não realizaria meus sonhos se alguém (muitos alguéns – acabei de inventar essa palavra) não tivessem acreditado em mim e investido no meu sonho.

E como eu posso retribuir?

A primeira coisa que eu posso fazer é reconhecer e reconhecer que eu admiro e sou grata pelos esforços que a UVV fez em me promover. Com certeza em um futuro farei o que estiver ao meu alcance para que a UVV cresça em excelência e em investimento no futuro dos seus alunos (principalmente no departamento de Relações Internacionais).

Segundo, eu já estou decidida que vou ajudar outros alunos que sonham em ter uma educação de qualidade mas não podem simplesmente porque são pobres e não podem pagar a vencerem o sistema. Assim como eu, muitos tem o simples sonho de estudar. Alguns querem estudar música, outros línguas, outros medicina e outros querem estudar no exterior.

Eu sonhava em estudar no exterior, mas só consegui por que alguém um dia fez tudo o que estava ao seu alcance para que eu conseguisse. E eu consegui. Não tenho palavras para agradecer a todos que acreditaram e investiram em mim. A única coisa que tenho hoje para oferecer é minha imensa gratidão e a certeza de que um dia, farei o mesmo por outros.

Obrigada. 

 

O fenômeno Sheherazade da crítica vazia

criticaO povo brasileiro sempre foi visto como um povo gentil, que se adapta e sempre dá um jeitinho nas situações adversas. E que adversidades! Nosso povo tem sofrido por muito tempo sem acesso aos mercados globais e seus benefícios (só para esclarecer não sou pró free trade, ok?). Aguentamos a dominação portuguesa, o terror da escravidão, uma independência meio que fake, duas ditaduras e é claro a desigualdade eterna que parece que nunca vai melhorar. Meus pais, que nasceram nos anos 60, passaram por maus bocados antes do tempo em que ser classe média é normal.

Mas minha geração, os que nasceram a partir do final dos anos 80, é diferente. Nós nascemos no final da era da estagflação, não conhecemos a repressão da ditadura nem o “perigo vermelho”¹. Vemos as coisas diferentes de nossos pais. Quando o plano real, que estabilizou nossa economia, foi lançado eu tinha apenas quatro anos. Me lembro como se fosse hoje a alegria que era ir na padaria e comprar um Kinder Ovo por um real. Para nós é normal ver as coisas melhorando, nunca tivemos que realmente lutar pelo que acreditamos.

Nesse cenário é muito natural que comêssemos a ver nosso país com novos olhos. Que enxerguemos a desigualdade e não nos acostumemos, que nos indignemos com a corrupção ou com a ineficiência do nosso governo. Que protestemos por um Brasil melhor, que gritemos, que esperneemos até sermos ouvidos. Mas (muitas vezes) estamos fazendo isso do jeito errado.

Eu fico realmente muito feliz que finalmente estamos nos mobilizando em protestos, e estamos fazendo nossa voz ser ouvida. Que estamos vendo todas as milhões de coisas erradas em nosso país e estamos protestando sobre cada uma delas. Mas tem uma coisa que tenho aprendido muito recentemente (em todas as reviews de livro que tenho que fazer), crítica sem proposta é vazia.

De que adianta irmos para as ruas se não sabemos a real estrutura e dimensão do problema? De que adianta postarmos no Facebook como nosso governo é ruim se não lembramos em quem votamos na última eleição para deputado estadual? De que adianta reclamarmos da corrupção se o seu colega de sala que não te passa cola é um cdf fdp? É muita inocência nossa acreditar que reclamar eternamente sobre como nosso país é terrível, e nem sequer parar por um segundo para pensar no que você pode fazer individualmente para melhorar as coisas, vai resolver alguma coisa – e acredite há muito que podemos fazer!

Não estou aqui para defender uma revolução ou nada assim, só quero deixar bem clara minha opinião. CRÍTICA SEM PROPOSTA É VAZIA E NÃO MUDA NADA!

Em um post futuro vou falar sobre algumas coisas que podemos fazer individualmente para alcançar uma sociedade mais justa e igualitária, com um governo limpo e eficiente. Mas por hoje eu só quero que você pense sobre isso.  Por favor não seja um daqueles que se dizem inconformados mas que na verdade só são reclamões chatos (e ignorantes).

 

¹ Quando digo “perigo vermelho” não me refiro ao comunismo em si, mas no clima de terror promovido pelos EUA durante a guerra fria.

Meus filmes favoritos

Essa semana li um artigo que falava sobre coisas que devemos aprender durante os nossos vinte e poucos anos. Uma dessas coisas é a habilidade de indicar bons livros, filmes ou discos para outras pessoas explicando o porquê você gosta e porque você acha que outros amariam também. É isso que vou tentar fazer. Eu já estava pensando em falar sobre alguns filmes que assisti durante o meu break e esse artigo foi um incentivo para escrever sobre isso. Como eu gosto de muuuitos filmes refinei a lista até chegar a 15 (vai ser meio longo mas eu não consegui escolher só 10). Antes de trazer meus filmes favoritos de todos quero só trazer uma observação de que se você reparar bem nos filmes, vai aprender muito sobre mim =], vamos à lista então!

 

Meu filme geek: Star Wars (todos) e O senhor dos Anéis (todos)

É meio difícil escolher só uma trilogia pro meu lado nerd. Eu tenho certeza que você já assistiu O Senhor dos Anéis (Se não, vale a pena), mas tenho que recomendar os primeiros filmes Star Wars: Uma nova esperança, O império contra-ataca e O retorno jedi. Com uma tecnologia inovadora esses três filmes são uma das melhores coisas que aconteceu nos anos 80. A história é legal e o mundo Star Wars é fenomenal então eu super recomendo. Uma boa forma de assistir é começar pelo episódio I, A ameaça fantasma e ir assistindo depois do outro na ordem da história (não precisa ser todos de uma vez… haha).

 

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Meu filme de “mulher forte que não tem medo de ir para um lugar distante para encontrar a si mesmo”: Sob o sol da Toscana

 
É a história de uma escritora que foi abandonada pelo marido e fica inconsolável. Ela então vai para a Itália em uma viagem dada por amigas decide ficar. Entre comprar uma casa, reformar a casa, fazer novos amigos e arrumar umas paqueras ela encontra a si mesma. Eu gosto muito da personagem, da coragem dela em sair pelo mundo e conhecer coisas novas, em parte fugindo das tristezas e frustrações, mas sem medo. Recomendo para todas as garotas já crescidinhas que estão descobrindo quem são.

 

Meus filmes favoritos dos anos 80: Indiana Jones (todos)e Digam o que quiserem.say_anything_poster

Indiana Jones é, sem dúvida, um série de aventura muito melhor do que multos filmes de hoje do Gênero. Sempre animado e interessante, o filme vale a pena pelas viagens pelo mundo e mistérios solucionados, sem falar no Harrison Ford ;).

Digam o que quiserem é o filme favorito da minha roommate. Eu nunca tinha assistido mas no sábado passado eu estava em casa relaxando e decidi assistir e o resultado foi: AMEI! O filme é um romance entre dois recém formados no ensino médio. Gostei muito pela sensibilidade e delicadeza da história, sem falar que o rapaz era um fofo.

 

 Forrest Gump, o contador de histórias

Nem sei o que falar dessa história. Uma das minha favoritas desde que eu era criança, acho que li o livro com uns 12 anos. Eu realmente amo ver a história de como o Forrest venceu suas inabilidades e passou por tanta coisa. Acho que quando eu era criança eu acreditava que eu também podia fazer tudo o que ele fez, de certa forma ainda acredito. Não falo de ir para a guerra ou ser campeã de ping pong, mas conquistar coisas que parecem impossíveis.

 

A lista de Schindler

A primeira vez que vi esse filme eu era criança, na época eu não entendi nada mas me lembro de ter ficado chocada com as pessoas estrando na câmara de incineramento e as cinzas caindo pela cidade como neve. O filme é muito longo, mas a história é magnífica, ver Schindler fazendo tudo o que ele pode para salvar o máximo de judeus possível durante o Holocausto de é emocionar. Acho que 80% das pessoas que assistem esse filme choram no final, pela beleza, pela bondade e também pela tristeza.

 

Meu clássico: 12 homens e uma sentençaurl

Esse filme é de 1957 e eu só assisti por que meu pai me pediu para assistir com ele, mas no final eu fiquei muito feliz em ter assistido. A história corre dentro de uma sala de júri onde o júri está se decidindo se um acusado de assassinato é culpado ou inocente. Dos 12 jurados todos se convenceram que o réu era culpado, mas um tinha dúvidas. O filme então discorre à medida em que os jurados tiram suas dúvidas e discutem por horas e mais horas até chegar à uma decisão unânime. Um dos filmes mais inteligentes e envolventes que eu já assisti. Merece um lugar na minha lista

 

tumblr_ld5mxaE0141qd135ro1_1280Meu thriller: O silêncio dos inocentes

Por anos eu adiei assistir esse filme, apesar de ser um dos favoritos do meu pai, eu sempre achei terrível o fato do filme ser sobre um homem que serve a carne das pessoas que ele mata para seus convidados. Finalmente no mês passado assisti e não me arrependi. A inteligência da história e o final feliz são melhores do que a maldade do Hannibal (haha).

 

Meu filme francês: Intocáveis

Só do filme ser em francês já me anima. Mas esse filme é maravilho e nem precisa ser francês para isso. Uma história de amizade e confiança que inspiram qualquer um.

 

As flores da guerraPOSTER-CINEMA-as-flores-da-guerra

Em 2011, durante meu intercâmbio, na minha aula de Relações Internacionais do Leste Asiático, estávamos falando sobre a invasão japonesa na Manchúria nos anos 30. Uma coisa que se fala muito é como os japoneses eram cruéis e como eles mataram e maltrataram o povo chinês. Minha amiga japonesa que fazia a aula comigo saiu da sala chorando. Conversando com ela me explicou como há ressentimentos e arrependimento até hoje no povo japonês pelas atrocidades feitas no passado. Esse filme é sobre isso, a invasão japonesa na Manchúria e como um inglês fez um esforço enorme para salvar um grupo de meninas dos japoneses malvados. Muito lindo, mas também muito triste.

OK, cansei de escrever descrições e você já deve ter cansado de ler, então só vou listar agora.

 Meu filme recente: Os descendentes

 Meu Clint Eastwood: Gran Torino

 Meu Brasileiro: Tropa de Elite (gosto muito dos dois)

 Meu favoritíssimo em um cultural: A encantadora de baleias

 Meu filme sobre professor: Ao mestre com carinho

 Meu Bollywood: Quem quer ser um milionário

Tem também outros filmes que eu realmente gosto, mas não quero fazer ninguém ler um post por trinta minutos então só vou listar mesmo. Os outros filmes que eu amo são Dança com Lobos, O último dos moicanos, Coração valente, O pianista, O fabuloso destino de Amélie Poulain, A vida é bela, Piaf, Comer, rezar e Amar, Gladiador, O jardineiro fiel, Memórias de uma gueixa, Encontrando Forest, Mestre dos mares, A pequena Miss Sunshine, Dirty Dancing, O paciente inglês. Se você quiser saber minha opinião sobre um deles ou sobre qualquer outro dixe um comentário que eu respondo =].

Minha primeira review de acadêmica

Image Para minha aula de política Comparada dessa semana tínhamos que ler um livro e fazer um review do livro. O livro faz uma análise histórica comparada entre Nigéria e Indonésia. O autor relaciona as escolhas estruturais feitas por cada país e crescimento econômico. De acordo com Peter Lewis, o autor, esses dois países tornam a comparação ideal pois os dois são produtores de petróleo, ex colônias que se tornaram independentes mais ou menos n mesmo tempo e passaram por uma transição democrática nos anos 90. O texto é em Inglês e eu escrevi bem correndo por causa do prazo de entrega que era às 17 horas (eu começei a escrever as 14h e fiz o último parágrafo super correndo porque já era 16:40, quase não deu tempo).  

Eu sei que essa review (não sei se uso feminino ou masculino para Review) não é uma super review. Mas eu fico muito feliz em ver como eu tenho evoluido academicamente em Agosto do ano passado eu teria dificuldades até mesmo em entender o que eu acabei de escrever. Tenho certeza que as próximas serão melhores

Vou sempre postar minhas reviews para vocês também acompanharem meu crescimento, como uma marquinha na parede =].

Segue o texto:

 

Review

 Growing Apart: Oil, Politics and Economic Change in Indonesia and Nigeria

By Peter M. Lewis

 Barbara dos Santos

 In this book Peter M. Lewis brings an extensive historical institutionalism analysis investigating what are the effects of different institutional arrangements in economic growth and what are the political conditions for institutional change. In order to identify the “sources of institutional  variation and comparative economic performance” he compares the development paths of Indonesia and Nigeria from the independence to recent years. Following the contrast of context methodology, his analysis has many strengths but also presents some limitations.

            Lewis is very successful in comparing political choice with economic growth in the curse of the history of both countries. Unquestionably his historical explanation follows a clear logic and is accessible to both, academics and policymakers. The chronology followed in the development of the political and economical events gives the reader a strong understanding of the consequences of the political-economic choices and economic and developmental outcomes in Nigeria and Indonesia. The author also presents an empirical analysis of the historical data presented. He reserves one entire chapter of the book to compare the economic performance of  the two countries. He compares several economic indicators data of both countries to provide an “empirical record of comparative economic performance in Indonesia and Nigeria”. The quantitative data reinforces the historical description connecting institutional choice and economic development.    

            Yet, some limitations are found as well. Lewis selects the two cases, Nigeria and Indonesia, based on their similarities and the different path followed by each in the economic development. According to him, their large population, cultural diversity, global position as resource exporter, political regime, regional preeminence and their historical evolution are structural features that link both countries in a structural comparison. His objective is to investigate why these both countries followed such divergent development path sharing this key structural features.

However, there are three points that the author overlooked and might have a major impact on these structural features, the colonial heritage of each country, the neighborhood effect and the Nigerian civil war. These three points when better analyzed can not only change the dynamics of these shared structural points, but also help to explain the different economic development paths followed by Nigeria and Indonesia.      

As the author exposes Indonesia and Nigeria are former colonies of the Netherlands and Great Britain respectively. In Indonesia the Dutch influence started still in the 18th century and the country became independent in 1949. In Nigeria the Britain colonial rule lasted between the 19th century until 1960, when the country got its independence. Lewis disregards the difference in the colonial period of each country. Indonesia was Netherlands colony for much longer than Nigeria was Britain’s colony, also Indonesia got independence from the colonial rule 11 years before Nigeria. Another aspect to say about the colonial rule is the difference in the nature of each colonial empire, while the Netherlands was focusing the commerce, Britain was more concern with production and consumption. In sum, the colonial heritage of each country brings important influences for the formation of the structural features and both of them naturally received different influences that leads to different outcomes in the post-independence period.

Another feature is the neighborhood effect, that becomes extremely important when we analyze the historical context of the 90s. Nigeria was surrounded by neighbors immerse in civil wars, dictatorships or economic collapse, while Indonesia was surrounded by the called Asian Tigers. This factor may not be strong enough to change the configuration of internal structures, but either it can be overlooked. The regional context is very important as Indonesia and Nigeria are important in preeminence role in their geographical positions.

The last factor is the Nigerian civil war. A comparison between a country that went through a 30-month civil war and a country that didn’t go through any civil war must be very careful. The Nigerian civil war had a devastating impact in the Nigerian economic, social and political history, it cannot be overlooked. Lewis would have better results if he had analyzed in a deeper way the structural consequences of the civil war for Nigerian economy and politics. Maybe he would find that this single factor makes the comparison between Nigeria and Indonesia unbalanced and inappropriate.  

Another limitation in Lewis work is that is no clear if the author makes a causal inference. He differentiates the Indonesian neopatrimonial rule and the Nigerian predatory rule, makes a beautiful historic explanation, but is still not clear if the author presents a hypothesis and what would be each variable. Is the author trying to bring generalizations? His empirical work lacks in specificity and clarity.

For this graduate student the author brings a lucid an brilliant historical approach but lacks in scientificity. 

 

 

O dia que descobri minha invisibilidade

Como muitos de vocês sabem eu faço parte da Global Intervarsity Christian Fellowship ou simplesmente Global IV. O principal objetivo da Global IV é ser uma comunidade hospitaleira para alunos internacionais. E quando você é um aluno internacional por aqui, isso faz falta.

Alunos internacionais nos EUA não são bem vindos, e você é lembrado disso muitas vezes ao dia. Sabe qual é uma das palavras que são usadas para descrever estrangeiros? Aliens, e ela é usada viu! As pessoas simplesmente não gostam de estrangeiros. Eu não estou dizendo que as pessoas me tratam mal, elas simplesmente me ignoram. Me lembro quando eu era intercambista, das quatro matérias que fiz, em duas delas ninguém da sala conversou comigo o semestre inteiro.

Talvez a experiência que você teve nos EUA foi diferente, talvez você morou ou passeou em um lugar que tem um monte de estrangeiros, comunidades latinas, chinesas ou qualquer outra experiência cosmopolita. Mas aqui em West Virginia, isso não acontece. West Virginia é um estado branco, republicano e pobre. A maioria dos alunos que são daqui nunca conheceu sequer um estrangeiro antes de vir para a faculdade, e como bons americanos eles acham que todos estão aqui para invadir o país deles e roubar todos os empregos possíveis.

E quanto mais eu me envolvo com outros alunos internacionais através da Global IV eu percebo que essa é uma experiência universal, todos os alunos internacionais que eu conheço passam por rejeição e invisibilidade. Eu descobri a minha invisibilidade essa semana.

Eu já havia experimentado a rejeição, mesmo ela sendo muito menor na Grad School. Meus colegas grad students são mais internacionalizados, muitos deles já até viajaram para outros países (isso mesmo até, por que o americano médio não sabe que existem outros países). Quando estou entre meus colegas não me sinto rejeitada com frequência, eles conversam comigo, me fazem perguntas sobre meus país, e me convidam para grupos de estudos. Mas não são todos, eu diria que a metade dos meus colegas reconhecem a minha existência.

Quanto à minha invisibilidade, eu descobri na minha aula de IPE (Economia Política Internacional). A aula era sobre teoria da dependência (uma teoria de que teve sua origem na América Latina e um dos teóricos é o Fernando Henrique Cardoso), a nossa aula é em estilo de seminário todo mundo fala (somos 10 alunos no total). Por algum motivo alguém começou a falar sobre a copa do mundo desse ano (acho que era alguém falando como o time dos EUA vai ser um dos que mais vai viajar para jogar em diferentes cidades).

É claro que como cientistas políticos nós temos que falar das implicações políticas dos eventos, então alguém teve a brilhante ideia de demonstrar seus conhecimentos sobre a insatisfação do provo brasileiro com a copa do mundo. Depois outra pessoa fez o mesmo. Quando eu me dei por conta todo mundo estava falando sobre como o povo estava revoltado com a copa do mundo e quebrando tudo à beira de uma revolução. Essa discussão durou alguns minutos, e em momento nenhum alguém olhou para mim (você lembra que eu sou brasileira né? Haha) ou perguntou a minha opinião.

É claro que dei mesmo assim, levantei a minha voz e disse o que eu vejo. Disse sobre como os protestos não estão mais acontecendo, disse que eles não eram só contra a copa do mundo mas também contra a corrupção, falta de investimento na educação, saúde, transporte público e etc. Que eles eram muita reclamação e pouca ação, que as eleições desse ano vão ter o mesmo resultado de todas as outras e nada vai mudar devido aos protestos (riots, como eles chamam) por que o povo só reclama mas não sai da zona de conforto.

Não sei o que me espantou mais, o fato deles não saberem nada sobre o Brasil, deles acharem que sabem ou deles me ignorarem completamente enquanto falavam um monte de baboseira sobre meu país.  Não… sei sim.

Não posso julga-los por não saberem sobre meu país, eu não sei nada sobre Gana, ou Ucrânia, ou Canadá, nem sobre outros muitos países. Também não posso julga-los pela arrogância de saber o que na verdade eles não sabem, é por isso que somos alunos, para aprender o que não sabemos e saber direito o que só achamos que sabemos.

Mas o que me espontou mais foi o fato de eu ser invisível. A sensação se ter todos os meus colegas discutindo com a segurança de quem sabe sobre meu país sem nem ao menos olhar para mim foi a de invisibilidade. Eu não sei se quando você estava na faculdade você teve um colega de outro país mas eu tive. Todas as vezes que conversávamos sobre os países deles nós fazíamos um monte de perguntas para eles, eles não eram invisíveis para nós.

Eu não estou aqui reclamando ou dizendo para todo mundo como eu odeio meus colegas americanos. Eu sei que a estranhesa do desconhecido é própria da cultura deles, o que para nós como brasileiros é completamente incompreensível, nós amamos o deferente, o culturalmente diverso. Nem estou dizendo que eu odeio a minha vida (coisa de emo haha) por que quem me conhece sabe que sou uma exímia fazedora de amigos e não vou me intimidar pelos muros da invisibilidade. Eu vim aqui para aprender, crescer como acadêmica e como pessoa. E é isso que vou fazer, sem me importar com os que me ignoram.

Mas aos que insistem me ignorar, eu deixo um recado: Eu vou te perseguir, assombrar os seu sonhos, eu estarei lá quando você estiver maltratando um chinês ruim de inglês, eu vou atrás de você até você aprender que os estrangeiros são gente também, você vai se arrepender em me ignorar…

Brincadeira, só quero dizer mesmo que conhecer outras culturas é muito legal e que é impossível se arrepender de se abrir para isso.

Coisas que aprendi na Grad School

Em 2012 me formei em Relações Internacionais, e como uma apaixonada pelo conhecimento aspirante a docente o curso natural para mim seria fazer uma pós-graduação. Em 2011 eu fiz um intercâmbio na West Virginia University (WVU), nos EUA. Esse tempo estudando no exterior abriu meus horizontes e me fez perceber que o mundo acadêmico era muito mais amplo e profundo do que eu tinha conhecimento. Depois de me formar me candidatei ao programa de mestrado da WVU e fui aceita. Em agosto de 2013 voltei para os EUA, dessa vez como aluna de mestrado, uma Grad Student.

Mas o que eu tenho aprendido desde então vai muito além de teorias, hipóteses e metodologias (e da terrível estatística). Vou compartilhar com vocês algumas coisas que tenho aprendido nesse tempo de mestranda.

1.       Por mais que eu saiba de alguma coisa, tudo mundo sabe mais do que eu.


(Ai que burro dá zero pra ele!)

Uma coisa terrível (na verdade nem tão terrível assim) do meu programa é que as aulas misturam alunos de doutorado, que são a maioria majoritária, e mestrado. No meio desse pessoal que já tem alguns anos de grad school eu geralmente me sinto a mais burrinha. Sem falar da desvantagem em ser aluna internacional, muitas vezes eu entendo um texto todo errado e pago o maior mico falando que o autor disse uma coisa que ele não disse. Mas dizem que o primeiro ano de grad school é o mais difícil, eu espero que essa fase passe.

2.       Ler 1.000 páginas por semana é possível (ou deveria ser).

Todos os semestres eu faço 3 matérias de 3 créditos. Para cada uma delas há uma carga de leitura de preparação para as aulas. Uma característica importante da pós graduação é que você tem que buscar o conhecimento por si próprio, e ler diversas visões de um mesmo fenômeno para tirar as próprias conclusões faz parte disso. Não tem jeito, para aprender é necessário ler, e quanto mais, melhor. Portanto eu não estou reclamando da carga de leitura, mas que é difícil é…

3.       Não tem jeito, se você comer mal por que não tem tempo de cozinha, você vai engordar!

No começo do primeiro semestre eu estava toda animada, já tinha planejado em cozinhar uma ou duas vezes por semana para comer sempre comida saldável. Mas à medida que o semestre foi passando eu ficava mais ocupada percebi que era bem mais fácil almoçar um Burguer King no campus ou comprar um Jimmy John’s no caminho de casa. Quando eu tinha finalmente tempo para cozinha tinha que fazer outras coisas como lavar minhas roupas, limpar meu quarto ou só tirar uma soneca mesmo. O resultado foram 3k a mais no primeiro semestre. Depois que o semestre acabou eu dei um jeito de malhar e comer bem e perdi os quilos extras.

4.       Você percebe que está velho quando os kids da faculdade são crianças!

Às vezes quando estou andando pelo campus tenho a impressão de que estou em qualquer outro lugar, menos em uma faculdade. A maioria dos outros alunos parecem adolescentes! Aí penso “esses meninos vão para a faculdade cada vez mais novos”. Mas aí quando vejo minhas fotos dos primeiros períodos da faculdade percebo que eu também era bem novinha. No final das contas eu acho é que eu é estou ficando velha.

5.       Devia ter levado a faculdade mais a sério.

Isso não significa que eu não levei a faculdade a sério ou que não estudei. Mas eu acho que se tivesse me dedicado mais talvez estaria mais preparada para encarar o mestrado. Eu deveria ter feito todas as leituras e não ter me contentado somente em passar direto, eu deveria ter passado algumas horas do meu final de semana estudando. Isso teria feito uma grande diferença hoje.

6.       A faculdade é muito, mas muito fácil mesmo.

Fico até triste em pensar nisso. Quando eu fazia faculdade trabalhava 30h por semana, não fazia todas as leituras, tinha um monte de tempo livre no final de semana e ainda passava direto em tudo (menos em Organizações Internacionais, no 6° período que peguei final, mas passei). Como era fácil a faculdade, tudo fluía naturalmente. Como eu queria poder ter o tempo que eu tinha antes! Mas não vou reclamar, eu gosto de estudar, só preciso ter um nível exímio de organização para fazer tudo o que antes era natural.

7.       Meu TCC era horroroso.

Trabalhei durante um ano no meu TCC, busquei fontes, informações, li monte e dei o meu melhor. Depois da minha apresentação e o 9,7 que recebi me senti super feliz. Quando consegui a publicação dele em uma revista de iniciação científica então, me senti o máximo! Acontece que ele era horroroso, sem uma base teórica forte, a revisão de literatura fraquíssima, análise empírica falha e uma conclusão desinteressante. Mas eu só sei disso hoje por que estou morrendo de estudar no mestrado. Isso me mostra que meu sacrifício aqui está sendo válido, eu estou aprendendo e quem sabe um dia vou poder produzir uma pesquisa de excelência?

8.       Dormir 8h por noite é luxo.

Não tem jeito, para ler o tanto que eu preciso, trabalhar nos meus artigos, trabalhar, e andar pra todo lado para fazer isso tudo são necessárias muito mais de 16h por dia, logo dormir não é mais prioridade.

9.       Uma das coisas mais importantes que eu tenho é o tempo.

Como disse no tópico anterior, meu dia é muuuito ocupado. E eu não tenho tempo para fazer tudo o que eu preciso. O jeito é priorizar e organizaar bem o tempo. O que acontece na verdade é que eu acabo gastando mais tempo do que devia no facebook e sempre fico brava. Mas um dia eu chego lá.

10.   Que é muito, muito muito difícil mesmo para focar nos estudos.

Facebook, geladeira, a neve caindo, o frio que faz na biblioteca, o sono que não deixa meus olhos abertos, o cansaço mental, e um monte de outras coisas. Tudo isso me distrai todos os dias. Muitas vezes eu acabo passando mais tempo tentando focar do que propriamente estudando. Tomara que eu fique melhor nisso com o passar do tempo.

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Para finalizar, uma musiquinha para meus amiguinhos universitários.