Minha gratidão

Hoje eu assisti um vídeo muito legal que se chama “Como o Ciência sem Fronteiras me ensinou gratidão” (O vídeo está aqui em baixo) e fiquei muito tocada porque me identifiquei muito com a história do André. 

Para quem não conhece minha história vou dar uma resumida. Eu sempre sonhei em estudar no exterior, mas como a maioria dos brasileiros, eu não tinha a mínima possibilidade re realizar esse sonho. Comecei a estudar inglês aos 16 anos pagando por mim mesma com o dinheiro que eu recebia do meu estágio na prefeitura de BH. Quando entrei na faculdade, como bolsista do PROUNI, eu descobri sobre a parceria que a minha universidade, Universidade de Vila Velha, tinha com a Universidade de West Virginia nos EUA. Vi nessa parceria a oportunidade de realizar meu sonho. Depois de muitas lutas e milagres eu embarquei em um programa de intercâmbio na WVU no meu último ano da faculdade. Eu fiquei simplesmente encantada com a educação universitária com a qual me deparei aqui nos EUA, era um sonho. Eu sempre amei conhecimento, mas infelizmente, ele foi privado de mim pelo simples fato de que eu não podia pagar. Quando voltei para o Brasil, depois de ter tomado um “banho” de conhecimento, eu não era mais a mesma, e eu queria mais daquilo. Eu queria entrar no mundo da produção de conhecimento, queria fazer pesquisa, e um dia ser uma professora universitária e inspirar meus alunos a buscarem um conhecimento que transforma a realidade. Decidi então fazer meu mestrado (e doutorado maybe?) nos EUA. Mas essa era uma outra luta, mais uma vez minha falta de grana era um empecilho, depois de lutar muito, orar muito e ter muita fé que Deus iria abrir as portas, aqui estou, de volta à WVU fazendo mestrado.

Mas o que eu realmente pensei ao assistir o vídeo é como isso não seria possível se (muitas) pessoas não tivessem acreditado no meu sonho e investido em mim. E em especial, eu penso na minha universidade, a UVV (que vai estar para sempre no meu coração S2) e em como todos acreditaram em mim e me apoiaram. Só para vocês terem uma ideia, quando eu estava me aplicando para o mestrado a UVV até enviou a minha aplicação para mim (em envelope timbrado!), sem falar nos esforços da Assossoria Internacional e da Reitoria em contactar a WVU para que eu conseguisse uma bolsa, e eu com certeza não conseguiria se não fosse por esse suporte.

Eu nasci em uma família pobre, com certeza não realizaria meus sonhos se alguém (muitos alguéns – acabei de inventar essa palavra) não tivessem acreditado em mim e investido no meu sonho.

E como eu posso retribuir?

A primeira coisa que eu posso fazer é reconhecer e reconhecer que eu admiro e sou grata pelos esforços que a UVV fez em me promover. Com certeza em um futuro farei o que estiver ao meu alcance para que a UVV cresça em excelência e em investimento no futuro dos seus alunos (principalmente no departamento de Relações Internacionais).

Segundo, eu já estou decidida que vou ajudar outros alunos que sonham em ter uma educação de qualidade mas não podem simplesmente porque são pobres e não podem pagar a vencerem o sistema. Assim como eu, muitos tem o simples sonho de estudar. Alguns querem estudar música, outros línguas, outros medicina e outros querem estudar no exterior.

Eu sonhava em estudar no exterior, mas só consegui por que alguém um dia fez tudo o que estava ao seu alcance para que eu conseguisse. E eu consegui. Não tenho palavras para agradecer a todos que acreditaram e investiram em mim. A única coisa que tenho hoje para oferecer é minha imensa gratidão e a certeza de que um dia, farei o mesmo por outros.

Obrigada. 

 

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